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Com o crescimento da Extrema Direita em países mundo afora, esta 10ª edição
da Semana da Língua Alemã examina processos de radicalização na
Alemanha. A partir de histórias reais e ficcionais, a mostra traz quatro obras
cinematográficas produzidas nos últimos 15 anos que exploram diferentes
contextos sócio-históricos e biografias individuais para traçar caminhos que
levam pessoas ao extremismo e à violência.
Longe de poder esgotar a complexidade do tema, convidamos o público
interessado a conhecer um pouco mais sobre tendências extremistas na
Alemanha pós-muro e a refletir sobre a divisão social e política que
enfrentamos nas nossas diferentes realidades.
Todos os filmes serão exibidos com legendas em português.

LOCAL DE EXIBIÇÃO

Auditório da ADUnicamp

PROGRAMAÇÃO


Uma jovem estudante de Direito de origem aristocrática junta-se, em
Mannheim, a um grupo antifascista (Antifa), no qual, no início, é apenas
tolerada. Quando os ativistas descobrem uma rede de extrema direita que
armazena explosivos e munição, o filme transforma-se em um thriller político
que gira em torno da questão a partir de quando a violência na luta contra a
extrema direita é permitida – ou até mesmo necessária.
Em seu filme, Julia von Heinz aborda um tema social extremamente atual. Ao
mesmo tempo, ela consegue lançar um olhar reflexivo sobre a história alemã
que sempre foi marcada pelo confronto entre forças democráticas e
antidemocráticas. A desilusão da geração anterior, que já abandonou sua luta,
também influencia a personagem Luisa, interpretada por Mala Emde com
impressionante força expressiva e premiada com o Bisato d’Oro de melhor atriz
em Veneza.


EXIT é um olhar pessoal e urgente sobre as maneiras pelas quais as pessoas
legitimam o ódio e sobre as ameaças que enfrentam quando tentam deixar
para trás seus mundos radicalizados. Paralelamente ao seu próprio passado
em uma organização violenta de extrema direita, a cineasta Karen Winther
explora, junto às experiências de outros ex-extremistas, o que leva alguém a
ingressar em grupos neonazistas, jihadistas ou outros grupos de ódio – e o que
os faz sair deles.
Winther nos apresenta Angela, dos Estados Unidos, Ingo e Manuel, da
Alemanha, todos ex-extremistas de direita que deram o passo de abandonar o
movimento e agora precisam viver vidas isoladas e escondidas. Na Dinamarca,
vemos o outro lado do espectro político quando o ex-extremista de esquerda
Søren compartilha a história de sua vida. Winther também viaja à França para
encontrar um ex-jihadista francês.
Por meio de conversas íntimas, Winther investiga como e por que algumas
pessoas radicalizadas, ao se confrontarem com a percepção de que tudo em
que acreditavam firmemente estava errado, encontram coragem para iniciar
jornadas extraordinárias e transformar suas vidas.


Marisa, uma jovem alemã de 20 anos, odeia estrangeiros, judeus, policiais e
todos aqueles que ela considera culpados pela decadência de seu país. Ela
provoca, bebe e briga, e sua próxima tatuagem será um retrato de Adolf Hitler.
O único lugar onde se sente em casa é a gangue neonazista da qual faz parte,
onde ódio, violência e festas intensas fazem parte da rotina diária. Quando
Svenja, de 14 anos, entra para o grupo, Marisa lhe parece um modelo a ser
seguido: ela representa a imagem mais pura de uma garota guerreira que luta
pela ideologia da gangue. Porém, as convicções de Marisa começam
lentamente a mudar quando ela conhece por acaso um jovem refugiado
afegão. Ao confrontar-se com ele, ela perceberá que os princípios preto no
branco de sua gangue não são o único caminho possível. Será que Marisa
conseguirá algum dia sair desse grupo?
O filme de estreia de David Wnendt ganhou uma atualidade inquietante com a
revelação da célula terrorista de extrema direita NSU (Nationalsozialischer
Untergrund) no próprio ano de 2011. Wnendt pesquisou profundamente o
universo neonazista, especialmente a questão das mulheres neonazistas, para
tornar sua obra mais autêntica possível.

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